A solução de problemas está em um nível superior ao que eles foram criados. Para isso, é preciso saber pensar – atividade em queda neste país “abençoado por Deus e bonito por natureza!”
Sócrates, filósofo grego, foi condenado a beber veneno porque quis ensinar os jovens atenienses a pensar. Galileu aprendeu, a duras penas, a pensar e a falar em voz baixa. Descartes comentou sobre o seu livro “O Discurso do Método” que ninguém iria comprá-lo porque ele ensina a pensar. É que as pessoas acham sempre que pensam muito bem! O que tudo isso tem a ver com um dirigente (leia-se chefe)? Muito. Metade da vida de um chefe é consumida pela busca da solução de problemas.
Muita coisa mudou desde os tempos de Sócrates, Galileu e Descartes. A primeira coisa que mudou foi a própria mudança. Ela é mais rápida a cada dia que passa. Uma descoberta nos séculos 18 e 19 levava cerca de 100 anos para se viabilizar em tecnologia a ser aplicada. Foi o que aconteceu com a máquina à vapor, com a eletricidade e com o telefone. Hoje, o computador incorpora a tecnologia do amanhã. Por sua vez, a análise de problemas, além de se tornar mais urgente e frequente, desceu na hierarquia das decisões. O Algoritmo, por exemplo, nada mais é que um conjunto de regras e operações definidas e destinadas à solução de um determinado problema. Só isso. É preciso reconhecer que o problema não é o problema, mas a atitude diante dele.
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Escritor
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