Já parou para pensar o que acontece em um dia, em um bom lugar, em uma cidade legal? O poeta e escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade achava a vida uma experiência que tem que ser vivida, e que, quando se esgota e termina, acabou. Depois disso, mais nada. Mas, antes disso, encontre um bom lugar numa cidade legal, descubra a fonte da bondade e medite: “Cava dentro de ti mesmo profundamente, pois há uma fonte de bondade sempre pronta a fluir se continuares cavando” (Meditações, 7.59). Aí a inspiração vem, e o melhor a se fazer é aproveitar o fluxo e colocar as ideias no papel. É a melhor forma de garantir conteúdos autênticos e de alta qualidade com antecedência. A chave para um bom lugar para se viver, em uma cidade legal, é cruzar dados de qualidade de vida com experiência humana e o pertencimento. Cidades legais não são feitas apenas de concreto e estatísticas econômicas. Elas se consolidam através de “praças vivas”, comércio local e pontos de encontros espontâneos: bares de tira-gosto saborosos, cafés, parques, livrarias e bancas onde as pessoas passam o tempo além de casa e trabalho. Uma cidade boa para se viver “funciona” nos detalhes do cotidiano, em um bom lugar projetado para pedestres, ciclistas e pistas para o prazer de uma caminhada – equilibrando infraestrutura moderna com bem-estar. Estes são os pilares estruturais que fazem as pessoas escolherem ou permanecerem em uma cidade. Vamos lá, Jacuí – antes e depois. O conceito de cidade legal mudou. O luxo hoje é a proximidade com a natureza e o ritmo desacelerado, sem perder a conexão com o mundo. Isso envolve sustentabilidade, presença marcante de áreas verdes, polos de saúde avançada, educação de ponta, tecnologia e mobilidade urbana: menos tempo no trânsito, calçadas acessíveis, ruas iluminadas e a tranquilidade de caminhar à noite. C’est tout pour aujourd’hui! (Por hoje é só).
Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com