Acredite, mova-se e parta para a realização de coisas fora do comum. O que acha? Não paramos para pensar nisso; fazemos, hoje em dia, tudo automaticamente. Às vezes, as atividades ou as inatividades são tantas que nos esquecemos de parar para pensar a respeito do que nos move – a nossa razão de ser. Qual é a situação, qual é a sensação do que nos mantém ativos para continuar lutando, trabalhando, lendo, escrevendo, pesquisando, estudando, navegando na internet, atualizando-nos e vivendo em paz com a família e com as pessoas? O mundo está aí com uma frequência exaltada: inquieto, agitado, intenso. E, por isso, devemos levar o nosso próprio ritmo. Não deveríamos seguir o ritmo dos outros, ou teremos conflitos. É preciso fazer o que nos sensibiliza, o que nos faz ser leves, o que nos esvazia do que pesa e valorizar o que nos alegra. Agradeça o que de bom acontece. Desvie-se do que te afeta e sinta-se forte com o que faz. Grite com o que te desgasta e incomoda. Sabe por quê? Porque “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28). Procuremos conhecer o que nos move e também o que nos trava. É como dizem os franceses: “et nous voilà” – e eis-nos aqui.
Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com