REPUBLICANOS CONFIRMA CLEITINHO AO GOVERNO DE MG APÓS IMPASSE E PRESSÃO EXTERNA

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Após semanas de indefinição e intensa articulação nos bastidores, o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, confirmou que o senador Cleitinho Azevedo será o pré-candidato da legenda ao governo de Minas Gerais. O anúncio oficial ocorrerá na próxima segunda-feira (3), em Brasília, encerrando uma novela política que ameaçava rachar a base do partido no segundo maior colégio eleitoral do país. A decisão foi antecipada neste sábado (1), mesmo dia em que a sigla oficializou a candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo, o que inviabilizou uma segunda reunião que estava agendada com o senador mineiro para a mesma data.
 

 
A reviravolta na posição do partido ocorreu sob forte pressão de aliados externos e internos. O Partido Liberal (PL) atuou decisivamente nos bastidores para garantir que Cleitinho fosse o nome da coligação, com envolvimento direto do governador Tarcísio de Freitas, que solicitou pessoalmente a Marcos Pereira que não descartasse o senador. Além disso, parlamentares do Republicanos ameaçaram desistir de suas próprias candidaturas a deputados estaduais e federais caso o nome de Cleitinho fosse preterido, o que inviabilizaria a estratégia eleitoral do partido em Minas Gerais.
 

 
Outro fator determinante foi a reunião realizada na última quinta-feira (30), em São José dos Campos, onde Cleitinho se encontrou por mais de cinco horas com Marcos Pereira e conseguiu “colocar os pingos nos is” sobre sua ausência na convenção do partido em Belo Horizonte. O senador justificou que não compareceu ao evento por questões pessoais como a morte de seu irmão mais novo, mas reafirmou publicamente sua disposição de disputar o Palácio Tiradentes, dissipando as dúvidas que pairavam sobre seu compromisso com a legenda.
 

 
Com a confirmação da chapa, o nome do vice já está praticamente definido: Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), deverá compor a chapa majoritária ao lado de Cleitinho. A coligação também prevê a inclusão de Marcelo Aro (PP) e Domingos Sávio (PL) como candidatos ao Senado, consolidando uma aliança de centro-direita que une Republicanos, PL e PP em torno de um projeto comum para o estado.
 

 
A decisão, embora tardia, é vista por analistas políticos como a única racional dentro do cenário eleitoral mineiro. Jogar fora uma candidatura com um pré-candidato do próprio partido que é líder absoluto nas pesquisas, com 35% das intenções de voto segundo o levantamento mais recente da Genial/Quaest, seria equivalente a “entregar o bolo de mão beijada” para os adversários, como avaliou um dirigente partidário sob condição de anonimato. Descartar Cleitinho significaria não apenas perder a liderança nas pesquisas, mas também fragilizar a aliança com o PL e o PP, abrindo espaço para que outros nomes da oposição, como o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) e Patrus Ananias (PT), se consolidassem como alternativas viáveis.
 

 
Com a oficialização na segunda-feira, a coligação de centro-direita em Minas Gerais se fortalece e entra na disputa com o objetivo claro de derrotar a oposição. A chama da candidatura de Cleitinho, agora acesa, promete incendiar as urnas mineiras em 2026, colocando o senador como o nome a ser batido na corrida pelo Palácio Tiradentes.
 
Por: João Bosco / O Debate 

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