Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Eita palavra difícil de ser interpretada, um recado ou um avivo ou uma mensagem (comunicações verbais ou escritas por outros a alguém). Não combinam exatamente com a pretensão inicial. Recado soa também como advertência e aviso e até falta de coragem de enfrentar a verdade de frente. Ou como “Folhas varridas no vento levam meu recado”, do escritor e jornalista brasileiro Anibal Beça. Segundo um pensador, para seu próprio bem, guarde este recado, porque para alguma coisa pode fazer falta. Eu tento apagar minhas mensagens e meus recados… tento, guardar para que? Tudo melhora quando você decide não se importar mais. Felizmente as mudanças acontecem e nos ensinam muito. Os recados são deixados nalgum lugar qualquer, e somos cobrados: viu meu recado? Recado funciona como um escudo. Quem envia um evita a reação imediata do outro. Refúgio da passividade – agressividade; diz o necessário, mas nega-se a presença, o diálogo vira monólogo, o que é seguro para quem fala, mas angustiante para quem recebe. O recado é uma mensagem “sem dono” no momento da entrega. Sem o tom de voz e o olhar ausente, o receptor preenche os vazios a seu modo. Afinal, onde sobra o recado, e as palavras soltas, quase sempre falta o rosto; e onde falta o rosto, a verdade raramente sobrevive inteira.   

Fernando de Miranda Jorge

Acadêmico Correspondente da APC

Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com

Notícias Recentes