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Motor da evolução humana, o ato de pensar e repensar é natural e faz bem para todos nós. No entanto, em um mundo cada vez mais acelerado e superficial, a verdadeira reflexão tornou-se um artigo de luxo. Saber pensar não é simplesmente deixar que o fluxo de pensamentos invada a mente de forma involuntária. Quem realmente sabe pensar não faz por fazer, mas sabe por que e como faz. Caso contrário, fica o pensamento do dramaturgo e jornalista irlandês George Bernard Shaw. “O progresso sem mudança é impossível e quem não consegue mudar a própria mente não consegue mudar nada”. O pensamento crítico exige método, intenção e, acima de tudo, coragem para questionar as próprias certezas. Quando agimos de forma automática, apenas repetindo o que senso comum, esvaziamos a nossa capacidade intelectual. É! Aprender a pensar, repensar e pensar diferente é a disposição para abrir a nossa mente e o princípio da capacidade de compreender situações e separar o certo do errado. Já imaginaram se fôssemos todos iguais, como seria o mundo? Concordaríamos com tudo e não faríamos nada diferente. Nossa produção seria a mesma, os espaços seriam os mesmos, nossas direções seriam iguais e os pensamentos idênticos. Sem desigualdades, não haveria necessidade de esclarecimentos. Agora, o escritor e diplomata português Eça de Queirós recomenda: “Não tenha medo de pensar diferente dos outros. Tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados”. (C’était la partie difficile, maintenant c’est fini. Essa foi a parte mais difícil, mas agora acabou).   

Fernando de Miranda Jorge – Acadêmico Correspondente da APC

Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com

 

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